educação com
afeto para
a diversidade

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Quais consequências os apelidos têm para uma criança?

  Todos nós já recebemos um apelido na escola. Por gerações e gerações, eles têm sido uma constante na vida das pessoas, especialmente das crianças e adolescentes. De tão comum, há até quem já tenha normalizado a prática e jure que mal não faz. Entretanto, escrevemos esse texto para mostrar o contrário.

Por que as crianças não devem receber apelidos pejorativos

            Sotaque, cabelos, peso, altura, gênero, religião, roupas, boca, olhos, nariz, cor da pele, classe social: tudo isso pode servir àqueles e àquelas que não compreendem a beleza e a importância da diversidade como uma justificativa para apelidar um colega ou uma colega. Os apelidos, como já é sabido, sempre chamam atenção de forma pejorativa para alguma característica. 

            Não apenas acreditamos que não, os apelidos não deveriam ser tidos como normais, como também precisamos reforçar que “apelido” é apenas uma palavra mais leve usada para se referir à realidade de comportamentos muito mais sérios: bullying, racismo, xenofobia, homofobia e preconceito.

            É por meio desses apelidos que uma criança coloca a outra em situação de embaraço e ridicularização. O que deveria ser apenas mais uma característica normal, um lembrete de que todos e todas somos diferentes, torna-se motivo de vergonha. A longo prazo, a consequência é ainda maior: as crianças que sofreram com isso na infância crescem e se transformam em jovens com problemas de autoestima e de relacionamento.

            Esses problemas despontam no comportamento humano de diferentes formas: dificuldades para dar e receber afeto, medo de falar em público, comportamento agressivo, ansiedade, depressão, dificuldade para identificar relacionamentos abusivo, entre muitas outras consequências. 

Como mencionamos no começo desse texto, há quem diga que é normal; o clássico “fui apelidado e sobrevivi”. Sim, sobreviveu. Mas a que custo? Ao analisarmos essas pessoas com mais atenção, muito provavelmente encontraremos os sintomas que acabamos de listar. Adultos e adultas que sobreviveram à discriminação, independentemente do tipo, e que hoje sofrem com insegurança, ansiedade e tudo o que vem disso. Queremos isso para as nossas crianças? 

Uma infância livre de apelidos é uma infância baseada na liberdade e no respeito

            Educar as crianças para que elas reconheçam os apelidos como algo ruim e que magoa e ofende seus amigos e suas amigas não é uma tarefa impossível – basta que a educação seja baseada no respeito, na compreensão e celebração das diferenças e no afeto. Assim, elas crescerão sabendo que as características dos e das colegas não são motivos para estranhamento, vergonha ou piada – são apenas características, detalhes que nos tornam únicos e únicas.

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