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NOVA GERAÇÃO DE PAIS E MÃES: O QUE MUDOU?

pais jovens

Como esses pais e mães enxergam a paternidade e a maternidade e quais desafios enfrentam? Falamos sobre isso nesse artigo!

Uma nova geração de pais e mães têm conquistado espaço na sociedade: pessoas mais jovens que, em suas experiências de maternidade e paternidade, trazem à tona novas reflexões e novas formas de enxergar o mundo. Por consequência, fomentam a desconstrução de papéis de gênero e mudanças na educação das crianças.

Quando falamos nas diferenças entre gerações, algumas disparidades já estão evidenciadas em nossa mente. A geração Y, por exemplo, composta por pessoas entre 21 e 34 anos, apresenta fortes traços idealistas. Têm tendência a valorizar experiências em detrimento de bens materiais, o que passa investimentos como casa própria, carro do ano e festas de casamento para segundo plano – ou nem sequer figuram em suas listas de desejos. Características distintas daquelas observadas nas gerações anteriores.

Todos estes – e muitos outros – são fatores ideológicos e de estilo de vida que têm suas consequências quando essas pessoas se tornam pais e mães.

Uma geração mais preocupada com a paternidade

O abandono parental ainda é um enorme problema, assim como são as expectativas da sociedade em relação à maternidade – denotam que a responsabilidade por uma criança é apenas da mulher. Em contrapartida, essa geração tem se esforçado para garantir que esse debate ganhe cada vez mais espaço. São inúmeras mães reivindicando equidade e igualdade no que diz respeito à criação dos filhos e filhas e, segundo o relatório Situação da Paternidade do Mundo, 85% dos pais afirmam estar dispostos a se envolver nos cuidados com as crianças em seus primeiros meses de vida.

Entretanto, esse dado esbarra no resultado de uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no qual aponta-se que, mundialmente, as mulheres passam até 10 vezes mais tempo em tarefas domésticas e não-remunerada.

No Brasil, elas gastam até 4,27 mais tempo dessa forma.

Esses dados, símbolos de cenários opostos, apontam para uma série de problemas não-resolvidos que as novas gerações de mães e pais ainda têm pela frente – e que abordaremos a seguir.

Uma sociedade preparada demais apenas para a maternidade

Os resultados de um país que ainda vê a mulher como principal responsável por seus filhos e suas filhas reflete, entre tantas outras coisas, na infraestrutura de cada cidade. Essa é uma observação bastante frequente entre homens que assumem o papel de pai na criação de alguém: fraldários disponíveis apenas em banheiros femininos e dificuldade de acesso aos espaços-família de shoppings, por exemplo.

Uma ausência generalizada de espaços adequados para pais com crianças que denunciam projeções baseadas apenas nas mulheres. As objeções não se restringem ao que é físico: o mercado de trabalho também não é justo – curtíssima licença paternidade somada aos desafios enfrentados pelas mães ao tentarem encontrar um emprego. Em suma, obstáculos que essa geração tem aprendido a identificar e a questionar.

O auxílio e os problemas do meio digital

Uma das formas que essa nova geração de pais e mães têm encontrado para levantar debates e questionamentos sobre o que precisa ser melhorado é a ocupação do meio digital. Muito da vida tem acontecido na internet e nas redes sociais. Portanto, nada mais justo do que levar essas questões para esses lugares.

De fato, é uma boa alternativa: através da conscientização do máximo de pessoas, mobilizar-se em prol de mudanças estruturais torna-se mais fácil. Mesmo assim, a internet não é um recurso livre de problemas.

Muitos homens reclamam da falta de conteúdo voltado para a paternidade. Em buscas rápidas, não é difícil encontrar dicas, espaços virtuais de debates e artigos escritos para as mães. E quanto aos pais? É preciso que também passem a ocupar esse espaço, a serem vistos como figuras indispensáveis na criação de filhos e filhas.

Como a nova geração de pais e mães vê a educação das crianças

Essa geração não enfrenta mudanças e adversidades no que diz respeito apenas aos pais e às mães, mas também na criação de seus filhos e filhas.

Quando se acredita, por exemplo, que experiências valem mais do que bens materiais e que a sociedade ainda tem um longo caminho no que diz respeito às questões de gênero, é natural que se transmitam esses ideais para as crianças. E esse é um ponto bastante positivo: cada vez mais tentamos ensiná-las que meninos podem ser, sim, sensíveis; assim como meninas não precisam performar feminilidade – podem correr, se sujar, ser ativas.

A nova geração de pais e mães está na constante luta para criar crianças livres de imposições sociais que já não deveriam mais existir. Nós, da Piraporiando, acreditamos nesta educação, emancipadora. Além de nosso trabalho voltado para escolas e famílias, realizado a partir do Programa de Educação para a Diversidade, também desenvolvemos o curso Educação para a Diversidade no qual educadores e educadoras descobrem caminhos para educar de forma antirracista, antibullying, sem preconceitos e com base no afeto. Se você deseja saber mais, basta clicar aqui.

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