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AVÔS E AVÓS COMO PAIS E MÃES: UM BREVE OLHAR SOBRE ESSE TIPO DE PARENTALIDADE

avo e netos

Houve uma época em que predominava o estereótipo dos avôs e avós como aqueles que “estragavam” a educação da criança. Não de um jeito exatamente ruim: era na casa deles que “tudo era permitido”, que as crianças poderiam comer o que quisessem e brincar do que bem entendessem. A parentalidade, assim como inúmeros outros aspectos sociais, sofre mudanças consideráveis com o passar do tempo. Uma de suas consequências é o tema desse artigo: o que acontece quando avôs e avós assumem o papel de pai e mãe das crianças?

Quando avôs e avós se tornam pai e mãe: as causas mais comuns

A fluidez da vida pode apresentar um sem-fim de justificativas para que avôs e avós assumam o papel normalmente ocupado por pais e mães na educação de uma criança. Eles deixam de ser uma figura secundária na família para se tornarem os principais educadores.

A morte de um – ou ambos – genitor é uma das causas principais dessa configuração familiar. Entretanto, está longe de ser a única. Quando um pai ou uma mãe abandona a criança, por exemplo, também é bastante comum que avôs e avós se tornem mais participativos de sua educação.

Por diversas vezes, a ocasião nada mais é do que o fato de que genitores e avós morem sob o mesmo teto e, por consequência, acabam compartilhando da autoridade sobre filhos e filhas. Outra situação tem sua raiz na desigualdade social e nas dificuldades financeiras: quando um pai ou uma mãe precisa trabalhar em tempo integral para sustentar a família, é natural que essas figuras familiares assumam o seu lugar na rotina.

Cada família pode ter uma justificativa diferente. Fato é que avôs e avós têm estado, sim, mais presentes na educação das crianças. Como para toda ação há uma consequência, essa configuração familiar também tem seus efeitos próprios.

Quais as consequências de se ter um avô ou avó como principal educador familiar?

Tais consequências, é claro, apresentam-se tanto para as crianças, quanto para seus avôs e avós. E, mais uma vez, tudo pode depender das razões que originaram essas mudanças.

Para os avôs e avós mais velhos, um dos efeitos é a volta do sentimento de utilidade. Infelizmente, vivemos em uma sociedade na qual, por diversas vezes, pessoas são rotuladas como se tivessem um prazo de validade, o que faz com pessoas idosas sejam vistas como fardos, e não como indivíduos ativos que ainda podem perfeitamente fazer, sentir, opinar e existir.

Por outro lado, as consequências ruins também têm vez: quando não há recursos financeiros suficientes para sustentar uma criança, avôs e avós se veem obrigados a voltar a trabalhar – ou até a reduzir suas jornadas para que possam passar o devido tempo com as crianças.

Já para as crianças, as nuances das consequências desse tipo de criação podem se manifestar de diferentes formas – e, outra vez, tudo depende da forma como e por quem o papel de educador e educadora é assumido. Quando pais, mães e avós compartilham esse papel, é fundamental que haja consonância entre a autoridade de todos. Dessa forma, a criança não fica confusa sobre quais orientações e conselhos, por exemplo, deve seguir.

Para que a falta do pai e da mãe, quando é esse o caso, não tenha um grande impacto na saúde mental da criança, é fundamental que o vínculo entre ela e seus avós, como educadores, seja forte. Afinal, amor, proteção, paciência e acolhimento são a base de uma pessoa mentalmente saudável e que, quando ausentes na infância, moldam um futuro mais difícil em diversos aspectos – dificuldades para se relacionar, baixa autoestima, depressão, entre outros.

Toda família é válida

Seja qual for a configuração familiar, e por quais motivos ela foi originada, é fundamental que avós e avôs, quando assumem os papéis de pai e de mãe, compreendam que o vínculo afetivo e o suporte à criança são fundamentais para que essa criação seja produtiva e feliz.

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