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Série Educação Piraporiana – Carolina de Jesus

Nascida no dia 14 de março de 1914, em uma comunidade rural na cidade de Sacramento, Minas Gerais, Carolina Maria de Jesus mudou-se para São Paulo aos 33 anos, após o falecimento de sua mãe, e desde então morou na favela do Canindé, na zona norte da capital paulista.
Na época de sua mudança, Carolina estava grávida e sozinha. Começou a trabalhar como catadora de papel e, nas horas vagas, registrava histórias do cotidiano e acontecimentos da favela onde morava em cadernos que encontrava misturados aos materiais que catava na rua.

Ao fazer da escrita a sua libertação, Carolina podia externar tudo em seus cadernos, inclusive gritar a fome. Foi uma escritora à frente de seu tempo e abriu caminhos para aos autores pretos, pobres e periféricos.

Em Quarto de despejo, seu primeiro livro publicado em forma de diário e que é um grande sucesso, a autora fala sobre suas vivências na favela do Canindé, a luta diante da fome, das doenças, do abandono social, da violência, do descaso do Estado na década de 60, e das dificuldades que ela, mulher negra, mãe de três filhos, enfrentava sozinha. Dificuldades essas que existem ainda hoje. Após o lançamento de sua primeira obra, Carolina se mudou para Santana, bairro da classe média na capital.

Três anos depois deste primeiro lançamento, publicou o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios. Em 1969 saiu de Santana e foi morar em Parelheiros, região no extremo sul da cidade que, por possuir uma característica de cidade interiorana, fazia Carolina se lembrar da sua infância em Minas Gerais.

A escritora faleceu aos 62 anos, em fevereiro de 1977, de insuficiência respiratória. Após sua morte, outras seis obras, até então inéditas, foram publicadas. A escrita de Carolina de Jesus, que sempre se pautou pela falta de dignidade na favela, foi marcada pelo uso de uma linguagem direta, considerada informal. Ainda hoje, seus textos servem de inspiração para grandes escritores e escritoras.

Em 2018, foi lançada pela editora Malê uma biografia sobre Carolina, e durante as pesquisas para a escrita deste livro foram encontradas evidências de que seu lado escritora não “nasceu” em 1960, pois em 1940 ela já participava de programas de rádio se identificando como “Carolina Maria, a poetisa negra”.

Carolina de Jesus foi uma mulher de vanguarda o e expôs, sem medo, como foi, e como ainda é, ser uma mulher negra no Brasil.

“Ah, comigo o mundo vai modificar-se. Não gosto do mundo como ele é”
(Carolina Maria de Jesus)

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