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NÃO É SÓ DESIGUALDADE É EXTERMÍNIO!

 

NÃO É SÓ DESIGUALDADE É EXTERMÍNIO!

 

Acordamos e não foi bom dia! 

 

A população negra é acometida por inúmeras ramificações da violência em todo o mundo. Para além das desigualdades, em aspectos como segurança, emprego, moradia, educação, saúde, bem-estar, planejamento de vida, o que vem acontecendo é um extermínio bem estruturado tanto pelo racismo como pelo capitalismo.

 

Em repúdio a tudo que vem acontecendo e como um despertar, hoje a Piraporiando vem falar sobre 10 formas de extermínio que a população negra sofre e que a sociedade naturaliza. Quem sabe se, deixando desenhado, fica mais óbvio que não é natural. 

 

1 – Vidas negras importam: Não é apenas uma movimentação das redes sociais é um grito de socorro. A população negra está morrendo e não é brincadeira, não é vitimismo ou qualquer conspiração mirabolante. Segundo o Mapa da Violência (2016), da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a cada 23 minutos morre um jovem negro. Parem de nos matar! 

 

2 – Estereótipos sociais matam: O que  a sociedade definiu e chamou de “o jeito negro de ser” foi construído por meio do imaginário social. O corpo negro foi ligado ao estereótipo daquilo que é perigoso e violento. Deste modo, estabeleceu-se o direito da sociedade entender que este corpo deve ser eliminado. Mas, sabemos que, historicamente, a população mais violenta, assassina e perigosa é a população branca. 

 

3 – As estatísticas não mentem: No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 76% dos ricos são brancos, 79% dos pobres são negros, a renda média do trabalhador negro fica entre 1.571 e 2.814, 23% dos brancos têm ensino superior, dado que cai para 9,3% em relação aos negros. As estáticas comprovam que existe uma disparidade, que está diretamente ligada ao fim da população negra. 

 

4- As crianças negras têm o direito à vida:  As notícias de morte de crianças pretas, pelas balas da polícia nas favelas, chocam. Os índices de fome e desnutrição de crianças, também chocam. Segundo o site “Observatório 3 setor”, o relatório “Cenário da Infância e Adolescência no Brasil” (2019), da Fundação Abrinq, aponta que 47,8% das crianças brasileiras vivem na pobreza, e nós sabemos que a maioria dessas crianças são pretas. Essas informações refletem o que vemos dentro das escolas, para onde muitas crianças vão por causa da merenda. Algumas, inclusive, sofrem diversos distúrbios relacionados ao estresse e a fome. E isso mata. A morte começa muito antes do tiro! 

 

5- As vidas negras não são piada: A população negra não é objeto de recreação, o corpo negro não é  exposição em zoológico, não é fantasia, pauta de programa de humor, não é aquela piadinha de bar ou aquela brincadeirinha disfarçada de ignorância.    

 

6 – As pessoas negras são maioria entre trabalhadores informais e desempregados: A maioria dos trabalhadores informais ou desempregados são pretos. Compõem o retrato do plano de extermínio, a falta de recursos, de condições dignas de trabalho e rendimentos baixos. Elementos que têm como consequências problemas como moradia informal e altos índices de fome e desnutrição.

 

7 – As pessoas negras são as mais marginalizadas: As consequências da escravidão e do Brasil Colônia atingem as pessoas negras de forma cruel. Desde que chegaram aqui, os negros viveram à margem da sociedade, e os processos para os excluírem foram alguns dos motivos de termos, no país, pessoas negras compondo a maior parte da população que vive em situação de rua e nas favelas. 

 

8 – “Mas eu até tenho amigos negros”: Ter amigos negros não te faz antirracista, a maioria dos brancos que adotam essa fala o fazem para se validar quando as pautas negras estão em evidência. Ser antirracista é se posicionar favorável aos negros em suas lutas e estudar sobre elas, questionar sempre a posição em que os negros estão na sociedade, é saber que o racismo é real e, portanto, não excluir a existência dele.

 

9- Racismo não é uma invenção da população negra: Enquanto a sociedade achar que as questões raciais dizem respeito apenas à população negra, não teremos progresso para um diálogo antirracista. É fundamental que a sociedade reconheça a sua culpa com relação ao extermínio gradativo da população negra.

 

10- Não busquem a guerra! Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população brasileira é composta por negros e pardos, ou seja, somos maioria. É importante ressaltar que, enquanto a população negra está levantando pautas de sobrevivência, que dizem respeito a direitos assegurados, como o de viver, por exemplo, ainda existe uma possibilidade de diálogo. No momento em que o discurso virar guerra, quando a população negra parar de investir na sociedade que a extermina, a conversa será outra. 

 

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