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afeto para
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Com que princesa sua filha se parece?

Uma recente pesquisa realizada 200 meninas em idade pré-escolar e do jardim de infância apontou que desde cedo muitas delas já estão preocupadas com padrões de beleza. O estudo foi conduzido por pesquisadora Sarah M. Coyne, da Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, e concluiu que a exposição a desenhos de princesas pode gerar baixa autoestima e alteração de comportamentos.
O levantamento apontou que muitas das meninas entrevistadas evitavam brincadeiras com as quais pudessem se machucar ou sujar, bem como seguir os padrões de beleza estabelecidos pela mídia. Para Ana Rieper, mãe da Antônia (07) e de José (10), as crianças estão muito expostas a estereótipos que exigem rígidos padrões estéticos para mulheres e homens. “É uma missão educar as crianças contra uma mensagem muito forte que chega do mundo, principalmente um padrão de magreza”.
Ana conta que aproveita muito esses “padrões” estabelecidos para conversar com os filhos para construir a noção de bonito, de saudável de bem-estar. “ Quando eles vêm com esse papo de que estão gordinho falo pra eles : A mamãe não tem barriguinha? Vocês não me acham bonita? Cada um tem sua beleza”, ressalta.
Para Rachel Starling, mãe de três filhos com idades de 3, 14 e 21, é muito importante que os pais estejam atentos ao que os filhos estão consumindo da televisão. “Em casa não assistimos canais abertos e nem por assinatura. Optamos por usar NetFlix. Mesmo com todo esse cuidado em desconstruir esses padrões minha filha Ana (3 anos) assistindo Cinderela na versão da década de 50 ficou me questionando porque o pé da personagem era grande e o dela era pequeno porque não era igual ? É nesse momento que os pais precisam estar atentos para dialogar com os pequenos”.
Princesas negras para valorizar a diversidade
Se para um adulto é importante se sentir representado na sociedade é muitas vezes difícil, imagine para uma criança que está aprendendo e vivendo as primeiras experiências de vida e que está formando sua personalidade, autoestima e bagagem emocional e intelectual. A escritora e arte educadora Janine Rodrigues, fundadora da Piraporiando, percorre o país contando histórias, dentre elas, histórias de princesas negras, criadas por ela para crianças. Através da leitura, Janine trata de temas polêmicos como bullying, preconceito, autoestima.
Janine ressalta que esses estereótipos tem um impacto negativo na vida das crianças. Para ela, quando uma criança é apresentada sempre aos mesmos modelos de beleza e ela não se enquadra, é possível que num primeiro momento a criança tente se encaixar aos padrões estabelecidos. Depois vem um momento de negação da própria cultura, do biótipo, trazendo transtornos como o isolamento que podem levar à depressão.

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