educação com
afeto para
a diversidade

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Valorização da diversidade cultural

No dia 19 de abril a Piraporiando promoveu o 1o encontro de diálogos sobre a valorização da diversidade cultural e seus impactos na educação infantil. Participaram do encontro educadores, artistas, famílias e demais interessados no assunto que tem sido cada vez mais pertinente no tocante à educação da criança.Sabemos que muitos preconceitos nascem do desconhecimento ou da desvalorização de determinadas culturas. Saber abordar a diversidade cultural, destacando suas riquezas e valores é uma responsabilidade não só dos pais, mas de todos os educadores e de toda a sociedade.
Presentes no encontro estavam a artista educadora, contadora de histórias e produtora cultual, Coordenadora do projeto Ocupa Escola – Ativismo cultural na escola, Fatima Veronica. A mesma falou sobre os resultados do projeto Ocupa Escola e do papel da escola enquanto equipamento cultural e palco das manifestações culturais artísticas dos jovens e crianças. O projeto, que leva diversas representações culturais para a escola aborda das formas mais criativas a diversidade cultural. Fatima Veronica falou da sua experiência enquanto educadora e dos resultados obtidos com o projeto e como a diversidade cultural impacta na educação infantil.
Presentes no encontro estavam também: Giovane Harvey – Fundador da Incubadora Afro, ex secretario da Secretaria de Politicas de Promoção da Igualdade Racial, Consultor de Estratégia e Políticas Públicas e de Projetos de Ações Afirmativas Projetos de Desenvolvimento Econômico Inclusivo e Tatiana Henrique – Atriz, contadora de histórias, produtora cultural, mãe do Apolo de sete anos e da Agnes de 11. Giovane falou sobre sua experiência não só como profissional, mas também como pai citando, por exemplo, a necessidade de mais ações afirmativas dentro das escolas que ainda abordam pouco determinados temas tais como racismo e segregação. ‘’A escola, local onde a criança inicia sua convivência com diferentes culturas precisa fortalecer a diversidade cultural e não prestar desserviço. ’’
Já Tatiana falou sobre sua vivência com o Apolo. Um menino doce, brilhante e autista. Quem estava no encontro se emocionou com as falas da Tatiana. ” O autista precisa do toque. Não é que ele não goste de ser tocado. Na verdade ele precisa primeiro estabelecer uma relação de confiança para então depois ocorrer o toque. É uma sensibilidade bruta e doce ao mesmo tempo’’, disse. Tatiana falou das suas andanças pelas escolas. Dos bons e maus resultados. Reafirmando que quando o assunto é educação infantil, precisamos de um trabalho em parceria, pois o resultado isolado não perdura.
Estava também presente Ana Claudia Vieira, antropóloga que a mais de 10 anos atua em projetos com povos indígenas. A Ana tirou muitas de nossas dúvidas, de forma responsável e consciente, falando sobre os acertos e equívocos cometidos quando o assunto são as culturas indígenas. Os estereótipos que geram uma construção errada do que são as culturas indígenas e o porquê ainda hoje repetimos erros que muitas vezes tendem a desvalorizar estas culturas.
E para falar sobre diversidade familiar estavam presentes Camila Jobim e Raphaela Ferreira, Biólogas de formação e mães da Isadora. Depois da maternidade passaram a se interessar mais por assuntos relacionados à educação. As
mães da Isadora puderam contribuir de forma muito amorosa e inspiradora falando sobre como é ter uma família chamada de ‘’não tradicional’’ e ainda, os conceitos ou preconceitos do que é ‘’tradicional’’. Falaram sobre a decisão de serem mães e de como hoje avaliam como se dará a educação da Isadora, hoje com 01 ano, na época da escola.
O mais lindo é que a preocupação da Raphaela e da Camila é que elas buscam uma educação/escola baseada no
respeito ao outro, acima de tudo. A preocupação maior é que a Isadora tenha um ambiente agregador e não opressor. Que ela aprenda as principais bases da vida em comunhão: O respeito ao próximo acima de tudo.
No dialogo estavam também Alessandra Nzinga – Cientista social, pesquisadora do IPN, professora militante e Ana Clara Aló – Assistente Social – Instituto Galpão Gamboa (IGG) que atende crianças, adolescentes e idosos da zona portuária do Rio de Janeiro. As atividades do IGG contribuem para o acesso a cidadania, bem-estar, saúde e cultura dos alunos, suas famílias e moradores da região.
Alessandra falou sobre sua alfabetização (que ocorreu muito cedo) e como isso trouxe problemas para sua vida.
Falou sobre a importância de a criança ter tempo de aprender e aprender no seu tempo. Alessandra nos contou ainda da sua experiência como professora e como se tornou professora. Militante e engajada, a educadora encontrou diversos obstáculos para fazer valer seu entendimento do que é uma boa educação. Falou ainda da responsabilidade de cada educador na vida da criança. ‘’ A criança que não lembra do seu primeiro professor provavelmente teve problemas na formação. Um professor, principalmente os primeiros professores que temos na vida, faz muita diferença e por isso nos lembramos desta experiência por muitos e muitos anos.
Hoje a Alessandra é pesquisadora do IPN – Instituto dos Pretos Novos. Coordena e realiza cursos de Pós Graduação
que tratam das culturas negras. Sua trajetória como educadora enriquece a vida de todos que convivem com ela.
Ana Clara Alo presenteou a roda de conversas falando sobre o papel da sociedade na educação e de como este trabalho em conjunto forma crianças que posteriormente se tornarão adultos conscientes e verdadeiramente livres. A Ana falou da sua experiência do IGG e da reação da criança que é tratada com atenção, respeito e que tem seus direitos respeitados. Falou como é notório ver que uma criança que se sente valorizada responder melhor aquilo que lhes é ofertado para seu aprendizado. Ana falou ainda sobre a integração da família e dos agentes educadores, reforçando ainda mais a ideia de que nosso trabalho é um trabalho de parceria.
A Piraporiando mais uma vez agradece a todos os presentes. Agradece o apoio da casa Eixo Rio e da Ojá Cozinha Consciente.
Em breve teremos outro encontro!
Abraços piraporianos para todos!

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